JPR 2024

Conheça professores estrangeiros da JPR 2024

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Organizada pela SPR em conjunto com a Sociedade de Radiologia Norte-Americana (RSNA), a 54ª Jornada Paulista de Radiologia será realizada de 2 a 5 de maio de 2024, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A edição de 2024 marca os 10 anos da parceria entre a JPR e a RSNA, que co-organizam a jornada bianualmente.

O período de pré-inscrição vai até 24 de abril – garanta sua vaga.

Serão apresentados cerca de 40 cursos simultâneos das subespecialidades da Radiologia, além de cursos para profissionais de áreas correlatas; para isso, a Jornada conta com cerca de 950 professores, brasileiros e estrangeiros – veja a programação do evento.

Conheça, a seguir, alguns dos profissionais que atuam no exterior, já confirmados para o evento!

 

 

Dr. Alejandro Tempra conduzirá aula no módulo Abdominal, Digestório e Geniturinário

“O Brasil é um país muito atrativo para os argentinos; por esta razão, já estive aí em diversas ocasiões onde sempre fui tratado com excelência. Será minha terceira presença na JPR; comecei a frequentar quando estava iniciando minha carreira médica e hoje tenho que estar lá novamente, mas desta vez com o orgulho de representar a Federação Argentina de Radiologia.

As expectativas são sempre muito altas, a inovação e a agenda proposta pela Comissão Científica são sempre estimulantes. Eles certamente atenderão às minhas expectativas, como sempre fizeram.

Tentaremos estar atualizados com os últimos desenvolvimentos na área em que fui convidado a participar, esperando entregar informação correta e atualizada a quem assistir às apresentações.

A SPR é uma das alianças mais queridas e antigas da FAARDIT! Hoje nos sentimos “irmãos” de vocês. O tempo conseguiu consolidar a nossa relação ao estatuto de amizade, real e mútua. A troca de professores é uma das principais virtudes da nossa união, que nos enriquece e confraterniza de forma exponencial.

O desenvolvimento da Cibernética está marcando uma tendência e um rumo em nossa especialidade, principalmente por meio da Inteligência Artificial, o que se revela uma ajuda importante na nossa prática diária, mas, sempre, devemos mantê-la como mais uma ferramenta, importante, mas para auxiliar a nossa atividade. Devemos continuar a estimular os encontros científicos e acadêmicos para o futuro, como se faz muito bem através da JPR, pois eles são a ponta de lança do progresso. O conteúdo destes eventos terá sempre novidades e desafios, mas a relação entre pares é o segredo da nossa arte.”

Dr. Alejandro Tempra

Presidente da FAARDIT.

Médico Sócio Fundador do Instituto “Diagnostic Image” Cidade de Mendoza; Diretor da área de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada; Diretor do departamento de Ensino e Pesquisa; e Professor Adjunto da Cátedra de Diagnóstico por Imagem da Universidade Mendoza.

 

 

Dr. Antonio Luna Alcalá conduzirá aulas, moderações e um debate no módulo RadioGraphics

“Já estive no Brasil em diversas ocasiões. Na JPR, estive no ano passado e fiquei encantado com a gentileza dos representantes da SPR e a interação com os participantes com quem pude conversar.

Este ano, esperamos consolidar a relação entre a RadioGraphics e a SPR, pois nos deram a possibilidade de fazer múltiplas sessões com autores brasileiros na revista. Nosso foco é aumentar ainda mais a presença dos brasileiros em todos os cantos da RadioGraphics. Cabe destacar que o maior número de pôsteres educacionais aceitos na RSNA vindos de fora dos EUA são provenientes do Brasil há mais de 5 anos.

Em minhas aulas, vou tentar explicar quais são os objetivos do grupo de editores internacionais da RadioGraphics para tentar atrair mais autores internacionais e principalmente da América Latina para a revista.

Durante minhas apresentações, enfatizarei o programa internacional de mentoria de autores da RadioGraphics, em que unimos novos autores com autores experientes da revista, para aumentar as chances de artigos serem aceitos. Com este programa, aumentamos a porcentagem de aceitação de artigos de autores internacionais de 60 para 100%.

Sou radiologista especializado em abdômen, com foco especial em ressonância magnética da próstata e fígado. Acredito que a principal tendência é como incorporar soluções baseadas em IA em nosso fluxo clínico, aproveitando ao máximo essas ferramentas e podendo explicar seus resultados aos médicos e aos nossos pacientes.

Acredito que é necessário formar radiologistas e, principalmente, os mais jovens, em programação, desenho de redes neurais convulsivas e análise de dados. A radiologia é a “Fórmula 1” da medicina e mais de 80% das soluções de IA aprovadas pela FDA ou CE são da nossa especialidade. Portanto, não podemos perder a oportunidade de sermos a verdadeira vanguarda desta tecnologia e sermos os líderes na introdução da IA ​​nos sistemas de saúde.”

Dr. Antonio Luna Alcalá 

Diretor científico e coproprietário da HT médica, um grupo privado de diagnóstico, maioritariamente localizado no sul de Espanha. Além disso, é editor internacional de RadioGraphics desde janeiro de 2021. Anteriormente, foi responsável científico da SERAM (Sociedade Espanhola de Radiologia) de 2016 a 2020 e professor associado de radiologia no departamento de radiologia dos Hospitais Universitários de Cleveland (Caso Western Reserve University) de 2012 a 2019. A maior parte de sua dedicação ao cuidado e à pesquisa foi desenvolvida na área de ressonância magnética funcional em oncologia, com especial interesse em suas aplicações avançadas no abdômen e na pelve. 

 

 

Dr. Bruno Calazans Odísio conduzirá 4 aulas na 6ª Jornada de Radiologia Intervencionista

Após terminar a minha residência em radiologia e diagnóstico por imagem e o R4 no InRad HCFMUSP, eu tinha como objetivo receber um treinamento específico em intervenção oncológica que complementasse meu treinamento em intervenção percutânea durante meu R4. Isso foi em 2009, época em que a intervenção oncológica estava em processo de amadurecimento no Brasil. Naquela época, existia uma distinção entre a radiologia intervencionista endovascular e a percutânea. Isso me fez procurar um centro em que eu pudesse receber um treinamento específico em intervenção oncológica, englobando ambos os aspectos endovascular e percutâneo, o que me trouxe ao MD Anderson. Após terminar meu clinical fellowship em intervenção oncológica, retornei ao Brasil em 2010, onde atuei como intervencionista no ICESP-FMUSP e no Hospital Israelita Albert Einstein. Em 2012,  aproximadamente 2 anos depois de ter retornado ao Brasil, fui convidado a me tornar professor assistente no MD Anderson, onde atuo até hoje.

A JPR é um Congresso de dimensões e relevância significativas. Participei de várias jornadas durante a minha residência e mais recentemente na condição de professor convidado. É sempre energizante ver a evolução da radiologia no nosso país e aprender com a experiência dos nossos colegas que atuam na radiologia intervencionista no Brasil. Um Congresso presencial como a JPR também permite a interação pessoal com vários colegas, o que sempre termina culminando em novas ideias para projetos de pesquisa e colaborações científicas.

Em minhas aulas, iremos apresentar a nossa experiência e evidências científicas em algumas áreas específicas da radiologia intervencionista oncológica. Especificamente iremos falar sobre o atual paradigma do tratamento dos pacientes com tumor de cólon e reto metastáticos, o uso de tecnologias, como robótica e estereotaxia, e a combinação de terapias locais e sistêmicas em pacientes com carcinoma hepatocelular.

Em relação à radiologia intervencionista, especificamente no âmbito da intervenção oncológica, ainda sofremos com uma imensa variação em relação à seleção de pacientes, inconsistência entre as técnicas terapêuticas empregadas, e consequentemente, resultados clínicos. É antagônico ver que uma especialidade que tem a tecnologia como um dos seus alicerces ainda sofre por tantas variações como as mencionadas acima. Acredito que o avanço da radiologia intervencionista oncológica será dependente da sua capacidade em padronizar a seleção de pacientes, suas técnicas e, consequentemente, resultados. Isso permitirá que pacientes tratados por radiologistas intervencionistas em diferentes regiões geográficas e com diversos níveis e acesso à saúde possam ter resultados semelhantes, aumentando o impacto e alcance da nossa especialidade. 

Para alcançar esse objetivo, acredito que é essencial que os radiologistas intervencionistas sejam, antes de tudo, bons clínicos e que considerem o contexto global da doença dos seus pacientes. Um julgamento clínico judicioso, quando acompanhado de métodos quantitativos para análise dos procedimentos intervencionistas oncológicos, juntamente com inteligência artificial, poderá alcançar tal objetivo.”

Dr. Bruno Calazans Odísio 

Professor e Codiretor de Pesquisa do Departamento de Radiologia Intervencionista da Divisão de Diagnóstico por Imagem. Também ocupa o cargo de um dos diretores médicos do Programa de Pesquisa em Terapia do Câncer Guiada por Imagem (IGCT), Departamento de Física de Imagens. Seu foco na prática clínica e na pesquisa é o uso de terapias locais minimamente invasivas projetadas para o tratamento e paliação de malignidades hepáticas primárias e secundárias. Coloca ênfase particular na utilização de terapias ablativas percutâneas como uma opção de tratamento com intenção curativa para pacientes com vários tipos de câncer de fígado. 

 

 

Tadeo Guillermo David Hautecur conduzirá aula no módulo de Técnicos e Tecnólogos em Radiologia

“É a primeira vez que estarei neste grande país. Então aproveitarei para conhecer a cidade de São Paulo. É também minha primeira experiência na JPR, maior evento realizado em nossa região, que reúne expositores de excelência e novas tecnologias em diagnóstico por imagem.

Espero aproveitar as palestras de grandes colegas da nossa profissão e ficar também por dentro dos novos desenvolvimentos tecnológicos em diagnóstico por imagem.

Em minha aula, os congressistas podem esperar ver novos protocolos em estudos de diagnóstico por imagem, preferencialmente Ressonância Magnética, área em que me especializo – a utilização de novas ferramentas focadas na aquisição de imagens de alta resolução e protocolos de estudos voltados para diferentes patologias, e no desenvolvimento da inteligência artificial.

O desenvolvimento da IA aplicada em diferentes áreas da nossa profissão é o próximo grande passo. Quanto à nossa visão como profissionais, é a de estarmos sempre atualizados e focados no uso de novas tecnologias e protocolos. O avanço desta nova tecnologia e também das redes sociais não nos permite conhecer o trabalho de colegas de diferentes regiões.

Tive a sorte de conhecer grandes colegas do Brasil em Buenos Aires (Ricardo Trujillo, Douglas Carli e Lucia Solha) e espero que nestes dias possa encontrar mais colegas!”

Tadeo Guillermo David Hautecur

Desde 1998, trabalha na área de Radiologia do Hospital de Clínicas Pte. Dr. Nicolás Avellaneda, e desde 2005 no Serviço de Ressonância Magnética Gamma Diagnostics, ambos na província de Tucumán. Participou como palestrante em conferências nacionais e internacionais, presencial e virtualmente.