A 56ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR 2026) acontece de 30 de abril a 3 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Realizada em parceria com a Radiological Society of North America (RSNA), a edição deste ano traz como tema “SPR–RSNA: unindo pessoas, expandindo horizontes”, marcando a sétima organização conjunta entre as instituições e reforçando a integração internacional na Radiologia.
Ao longo de quatro dias, a JPR 2026 reunirá especialistas brasileiros e internacionais em uma agenda científica atualizada, com intensa troca de conhecimento, discussão de tendências e oportunidades de atualização profissional. Confira a programação completa do maior congresso de Diagnóstico por Imagem da América Latina e garanta a sua participação. Membros ativos da SPR contam com isenção da taxa de inscrição e outros benefícios exclusivos – associe-se ou renove sua anuidade até 19 de abril para garantir o benefício.
Entre os destaques internacionais está o Dr. Antonio Luna Alcalá, que participa da JPR 2026 pela revista RadioGraphics, publicação da RSNA. Diretor Científico da HT Médica, na Espanha, atua como Editor Internacional da Radiographics desde 2021 e também é Editor Associado do American Journal of Roentgenology (AJR).
Na Jornada, ele integra os módulos de Educação e Introdução à Pesquisa, de 30 de abril a 2 de maio, e de Tecnologia e Inovação, nos dias 30 de abril e 1º de maio, trazendo uma abordagem prática sobre ensino, produção científica e transformação digital na radiologia. Confira sua entrevista para o portal da SPR a seguir!
Quais são as suas expectativas para a JPR 2026?
Muito altas. A JPR 2026 será a sétima edição organizada em conjunto pela SPR e pela RSNA, confirmando sua importância como um importante ponto de encontro para a radiologia latino-americana e internacional. Espero um congresso com muita energia, bastante interação entre gerações e uma conversa muito fluida e interessante sobre inovação, educação e inteligência artificial.
O que os participantes podem esperar das suas apresentações nos módulos de Educação e Introdução à Pesquisa e Tecnologia e Inovação?
Em Educação e Introdução à Pesquisa, os participantes podem esperar uma perspectiva prática sobre como transformar a atividade clínica diária em ensino, projetos e publicações.
Em Tecnologia e Inovação, a abordagem será igualmente aplicada: como integrar inteligência artificial, automação e novas ferramentas digitais ao fluxo de trabalho radiológico de forma útil, realista e centrada no paciente. O foco estará em como os radiologistas devem liderar e conduzir essas mudanças.
Você representa a RadioGraphics, publicação da RSNA. Como avalia esse tipo de colaboração internacional?
Considero essencial. A colaboração entre a SPR e a RSNA está ativa há anos na JPR e é uma das principais alianças internacionais da revista. Esse tipo de parceria permite construir um programa científico com visão global, mantendo conexão com as necessidades regionais. Além disso, fortalece o aprendizado, incentiva a mentoria, cria redes duradouras e ajuda a transformar boas ideias em prática clínica.
Qual a importância dos trabalhos brasileiros para a RadioGraphics hoje?
O Brasil tem uma comunidade radiológica muito forte e uma relação histórica com a RadioGraphics. O país lidera o contingente internacional tanto em apresentações educacionais nos congressos da RSNA quanto em manuscritos aceitos na revista, e essa participação segue crescendo. Publicar na revista é especialmente relevante por ser a principal revista educacional da RSNA, com alta visibilidade internacional e impacto direto no ensino e na prática profissional.
Que conselho você daria aos jovens profissionais que estão ingressando na especialidade?
É fundamental construir uma base clínica sólida, com domínio de anatomia, correlação clínica, raciocínio diagnóstico e comunicação. Também é importante se envolver precocemente com ensino, pesquisa e inovação, já que muitas trajetórias acadêmicas começam com uma boa pergunta clínica.
Por fim, é essencial adotar a tecnologia com discernimento: a inteligência artificial não substitui o radiologista, mas pode ampliar suas capacidades quando integrada ao senso clínico e à responsabilidade profissional.