JPR 2026
Radiologia Intervencionista

Inovação e colaboração impulsionam a Radiologia Intervencionista

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56ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR 2026) acontece de 30 de abril a 3 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Realizada em parceria com a Radiological Society of North America (RSNA), a edição deste ano traz como tema “SPR–RSNA: unindo pessoas, expandindo horizontes”, marcando a sétima organização conjunta entre as instituições e reforçando a integração internacional na Radiologia.

Ao longo de quatro dias, a JPR 2026 reunirá especialistas brasileiros e internacionais em uma agenda científica atualizada, com intensa troca de conhecimento, discussão de tendências e oportunidades de atualização profissional. Confira a programação completa do maior congresso de Diagnóstico por Imagem da América Latina e garanta a sua participação. Membros ativos da SPR contam com isenção da taxa de inscrição e outros benefícios exclusivos – associe-se ou renove sua anuidade para aproveitar as vantagens.

Entre os destaques internacionais está a Dra. Gloria Salazar, que vem pela RSNA e participa da 8ª Conferência de Radiologia Intervencionista e do módulo de Profissionalismo e Gestão em Saúde. Professora Clínica de Radiologia na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, é uma radiologista vascular e intervencionista reconhecida internacionalmente, com atuação focada em saúde da mulher e doenças venosas. Com passagens por instituições como a Harvard Medical School e o Massachusetts General Hospital, possui mais de 70 publicações científicas e é coinvestigadora principal do estudo EMBOLIZE. Sua trajetória, iniciada no Brasil, reforça a conexão com o país e com a própria JPR.

Para a especialista, é uma honra retornar ao evento em um momento em que a radiologia intervencionista expande seu papel na saúde da mulher, nas doenças venosas e nos tratamentos minimamente invasivos. Ela destaca ainda o compromisso em fortalecer a base de evidências para condições que afetam milhões de mulheres e ressalta a expectativa de reencontrar colegas no Brasil, trocar experiências e dar continuidade a colaborações que marcaram sua trajetória. Confira a seguir sua entrevista para o portal da SPR!

Quais são suas expectativas para a JPR 2026?

Tendo me formado em São Paulo no início da minha carreira, retornar à JPR sempre me dá a sensação de estar voltando para casa.

A JPR se tornou um dos congressos de radiologia mais vibrantes do mundo, e espero que 2026 continue impulsionando a inovação e reunindo diversas vozes. Estou particularmente entusiasmada com a energia e a curiosidade dos radiologistas brasileiros — existe um espírito único de colaboração e abertura ao aprendizado que torna este congresso diferente de qualquer outro. Todos os anos, saio inspirada e com novas ideias para levar de volta à UNC e ao meu trabalho internacional.

O que os participantes podem esperar de suas palestras na 8ª Conferência de Radiologia Intervencionista e no módulo de Profissionalismo e Gestão?

Na Conferência de Radiologia Intervencionista, compartilharei insights práticos de quase duas décadas de trabalho em saúde da mulher e doenças venosas, incluindo lições aprendidas com programas multidisciplinares de ponta no Mass General e na UNC. Vou me concentrar em casos reais e dicas práticas para a tomada de decisões — o que realmente ajuda os médicos a cuidarem melhor dos pacientes.

Para o módulo de Profissionalismo e Gestão, usarei minha experiência como vice-presidente da UNC e ex-diretora de Experiência do Paciente no Mass General. Falaremos sobre liderança, cultura de equipe, melhoria da qualidade e como construir uma prática de radiologia intervencionista eficiente, inclusiva e resiliente. Meu objetivo é que os participantes saiam com ferramentas que possam aplicar imediatamente em seus próprios departamentos.

Você representa a RSNA, parceira da SPR na organização da JPR. Como avalia parcerias internacionais como essa?

As parcerias internacionais foram fundamentais na minha trajetória — desde o treinamento no Brasil até a construção da minha carreira acadêmica nos Estados Unidos. Essas colaborações elevam a educação, ampliam o acesso a novas evidências e, principalmente, reúnem diferentes perspectivas para enfrentar desafios clínicos.

Como diretora de curso da RSNA e professora em nível global, vejo como o compartilhamento de conhecimento acelera o progresso. Quando trocamos ideias além das fronteiras, melhoramos o atendimento ao paciente em todos os lugares.

Que conselho você daria aos jovens profissionais que estão ingressando na especialidade?

Primeiro, mantenham-se curiosos: a radiologia intervencionista evolui rapidamente, e a disposição para aprender é essencial. Segundo, busquem mentores e patrocinadores; eles foram fundamentais em todas as etapas da minha carreira.

E, por fim, mantenham os pacientes no centro das decisões. Seja em um procedimento complexo ou na liderança de uma iniciativa, a experiência e a dignidade do paciente devem sempre orientar o trabalho.