Por Daiane Crema
Fotos: Carol Cassiano Fotografia
A Sessão de Interpretação de Imagens (CCRP) consolidou-se como um dos grandes momentos da JPR, e nesta edição os casos foram bem desafiadores, passando de Angiosarcomas a Doenças por IgG4. A atividade mergulhou em diagnósticos complexos e trouxe atualizações essenciais para a prática radiológica, exigindo raciocínio afiado e análise criteriosa dos participantes.
Coordenada pelos Drs. Jorge Soto e Daniel Lahan Martins, a sessão foi estruturada para destrinchar cada caso passo a passo. A partir da história clínica, os especialistas conduziram a plateia por sua propedêutica – pela análise das imagens, construção de hipóteses e o descarte de possibilidades com base em evidências científicas.
Confira os destaques das apresentações:
- Caso de Abdome: o Dr. Herbert A. Vargas apresentou um caso cujo diagnóstico final foi Angiosarcoma Renal. Inicialmente, a suspeita clínica inclinava-se para uma lesão renal benigna, que foi refinada após a análise aprofundada.
- Caso de Cardiotórax: a Dra. Cristina Fuss, convidada pela RSNA, trouxe um caso de Doença por IgG4. Durante a investigação, houve a suspeita de tumores cardíacos, hipótese que foi descartada ao identificar a presença de partes moles nos achados radiológicos.
- Caso de Musculoesquelético: o Dr. Adham do Amaral e Castro apresentou um Osteossarcoma Parosteal. O processo de diferenciação diagnóstica foi minucioso, considerando inicialmente patologias como a Lesão de Nora e outros tumores ósseos de superfície.
- Caso de Neurorradiologia: o Dr. Luiz Celso Hygino da Cruz Jr. apresentou um caso de Lesões Pseudotumorais Vasculares (Fístula Arteriovenosa com Congestão Venosa e Refluxo Venoso Cortical). O desafio diagnóstico partiu da hipótese inicial entre uma lesão neoplásica ou pseudotumoral.
Mais do que uma simples interpretação de casos, a CCRP reafirma-se como uma experiência coletiva de aprendizado. Ao expor as dúvidas reais e olhar crítico de outros especialistas, a sessão humaniza a prática médica e demonstra que a excelência na radiologia vai muito além da tecnologia: está na capacidade crítica de conectar evidências e construir um raciocínio sólido.